DST na gravidez.

DST na gravidez.

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Doenças, Gestação

A mulher é a peça fundamental para controle da DST, e ao fazer o pré natal nessecita de orientações adequadas para a melhor prevenção e tratamentos das DSTs.

DST – são causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios. Sua transmissão se dá principalmente através das relações sexuais.

Herpes Genital – é uma infecção vírica que causa bolhas dolorosas, transmitida pelo contato sexual, afetando os órgãos genitais e pele ao seu redor.

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O risco de contaminação do bebê é maior quando a grávida é infectada pela primeira vez  com o vírus do herpes genital durante a gestação, principalmente no 3ª trimestre, porque  não tem tempo de produzir anticorpo, sendo menor o risco em casos de herpes genital  recorrente.

Assim, alguns riscos do herpes na gravidez incluem:

  • Aborto;
  • Malformações no bebê, como problemas de pele, olhos ou boca;
  • Infecções do sistema nervoso, como encefalite ou hidrocefalia;
  • Hepatite.

Além disso, o vírus pode passar para o bebê durante o parto, principalmente quando é parto normal ou a bolsa já rebentou há mais de 4 horas.

O herpes genital não tem cura e o tratamento para herpes genital deve ser indicado pelo ginecologista ou obstetra e, pode ser feito em casa com o uso de remédios antivirais, em comprimidos, ou no hospital com medicamentos aplicados diretamente na veia, como Aciclovir, Fanciclovir ou Penciclovir, principalmente em mulheres com sistema imune fraco, como grávidas com Aids.

O remédio mais usado no tratamento é o Aciclovir 200 mg em comprimidos cerca de 5 vezes por dia, até à cura das lesões, que normalmente deve ser feita por cerca de 10 dias, pois só assim reduzem as chances de contaminação do bebê.
Linfogranuloma Venéreo – caracteriza-se por lesão genital, que tem curta duração e que apresenta como uma pápula(elevação da pele). Esta lesão é passageira dura de 3 a 5 dias e frequentemente para o rompimento de fistulas que drenam secreção prurenta.

Na gravidez, ao contrário, a mulher fica até mais suscetível à infecções pois, nesta condição, ocorre fisiologicamente (naturalmente) uma diminuição nos mecanismos de defesa do seu organismo.

As consequências para o bebê podem ser graves: conjuntivite, pneumonia, sepsis neonatal, cegueira, surdez, meningite, hepatite, baixo peso ao nascer, morte (natimorto) etc.

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Doenças como a gonorréia, sífilis, tricomoníase, clamídia, assim como as vaginoses bacterianas, podem ser tratadas e curadas com antibióticos durante a gravidez.

Não há cura para as DSTs virais como herpes genital e HIV, mas o uso de medicamentos antivirais podem reduzir os sintomas nas mulheres grávidas.

As mulheres cujas provas de detecção da hepatite B foram negativas, podem receber vacina contra a hepatite B durante a gravidez.

 

Sífilis – doença causada por uma bactéria chamada Triponema Palladiun se não tratada pode ser progressiva e crônica.Adquirida por relação sexual podendo ser transmitida de mãe para filho.

Sífilis Congênita: quando a gestante infectada e não tratada transmite para o bebe, transmissão essa que poderá ocorrer em qualquer fase da gestação, provocando aborto espontâneo, morte fetal e prematuridade.A metade de todos os bebes infectados morrem pouco antes do parto ou pouco depois do parto.

A sífilis na gravidez pode prejudicar o bebê, pois quando a grávida não faz o tratamento há um grande risco do bebê pegar sífilis através da placenta e na hora do parto, podendo desenvolver graves problemas de saúde com sequelas neurológicas ou deficiência visual, por exemplo.

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O tratamento para sífilis na gravidez deve ser indicado pelo obstetra e, normalmente, é feito com injeções de Penicilina em 1, 2 ou 3 doses, dependendo da gravidade e do tempo de contaminação da grávida com a doença.

É muito importante que a gestante  faça o tratamento até o fim para evitar transmitir a sífilis para o bebê, que não tenha contato íntimo até acabar totalmente o tratamento e que o parceiro também realize o tratamento para a sífilis para evitar a progressão da doença e para evitar a recontaminação da mulher.

É importante ainda que, ao nascer, o bebê seja avaliado para que, caso seja necessário, faça o tratamento também com Penicilina, o mais rapidamente possível.

 

 

Candidíase – doença na região genital causada por fungos que vivem na vagina como:

– candida albicans;

– candida glabrata;

– candida krussei;

– candida parapsilosis.

Candidíase é uma infecção fúngica(micose), causada pelas espécies de candida.O acometimento mais conhecido é o vaginal,chamado de Vulvovaginite por Candida.

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Não existem riscos para a gravidez. Durante os três primeiros meses os médicos não  recomendam o uso de medicamentos, por isso neste período é preciso utilizar métodos  naturais e o reforço da imunidade através de alimentos saudáveis e nutritivos. O único dano  que pode causar ao bebê é o contato com a região infectada durante o parto o pode ocasionar  sapinhos na boca.

O tratamento da candidíase na gravidez age para alivio dos sintomas, já que o mais  correto e eficiente para manter os fungos em sua proliferação correta é se alimentar de  forma saudável e consumir muita água, pois o fungo ataca principalmente quando o  organismo está frágil. Outra maneira que pode contribuir contra o fungo da candidíase é o  consumo de iogurte e leite fermentado, estes são ricos em lactobacilos que atuam na flora intestinal ou ainda aplicar estes na região com as lesões.

 

Cervicite Mucopurulenta – é a inflamação da mucosa da entrada do útero, provocada por vários tipos de bactérias. Normalmente revela-se por sangramento da zona ou corrimento. Se originada por bactérias como a da Gonorreia, podem originar a doença inflamatória pélvica (DIP) uma infecção grave.

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Os danos podem causas esterilidade e outros problemas a gravidez.

Tricomoníase – infecção causada pelo Trichomonas Vaginales, que pode se hospedar no colo uterino, na vagina ou uretra.

Vaginose bacteriana – é causada pela bactéria Gardnerella Vaginales, que faz da flora vaginal e pode não apresentar sinais ou sintomas. Caracteriza-se por um corrimento branco-amarelado e com cheiro desagradável semelhante ao de peixe podre principalmente após a relação sexual.A coceira vaginal é ralatada por algumas mulheres, mais não é comum.

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