Alergia a picada de mosquito: tratamento e prevenção

Alergia a picada de mosquito: tratamento e prevenção
O mosquito, também chamado de pernilongo, muriçoca, carapanã ou melga, é um inseto voador que se alimenta de sangue de animais vertebrados, incluindo o ser humano. Existem centenas de espécies de mosquitos, algumas delas capazes de transmitir doenças para o homem.

Doenças transmitidas por mosquitos

a.) Existentes no Brasil
– Dengue
– Malária
– Febre Amarela
– Leishmaniose
– Filariose (elefantíase)

b.) Não existentes no Brasil

- Febre do Nilo Ocidental
– Febre de Rift Valley
– Febre de Ross River
– Encefalite japonesa
– Encefalite de St. Louis
– Encefalite La Crosse

Picada de mosquito
Os mosquitos alimentam-se basicamente do néctar das plantas, mas a fêmeas da espécie podem também alimentar-se de sangue de animais. Os mosquitos não dependem de sangue para sobreviver, porém, o sangue é necessário na produção e desenvolvimento dos seus ovos. A maioria dos mosquitos é mais ativa nos períodos da manhã e no final da tarde, quando há menos calor, sendo estes horários os mais prováveis para se receber uma picada.

Os mosquitos são capazes de reconhecer odores e apresentam predileção por alguns tipos de pessoas em relação a outras. Geralmente são substâncias presentes no suor e na pele que atraem os mosquitos. Uma substância já reconhecida é o dióxido de carbono. Não é impossível que duas pessoas permaneçam em um mesmo local povoado por mosquitos e apenas uma delas sofra picadas, ou ainda, uma sofra inúmeras picadas e a outra apenas uma ou duas. Não se sabe bem por que, mas os mosquitos têm predileção por homens, pessoas obesas, grávidas e pessoas com sangue tipo O. O corpo quente e suado também parece atrair mais os mosquitos.

Antes de sugar, os mosquitos injetam sua própria saliva, que apresenta propriedades anticoagulantes, impedindo a coagulação do sangue que será ingerido. É esta saliva que costuma causar as reações alérgicas típicas das picadas de mosquito. Na maioria dos casos, a reação à picada é pequena e localizada, sendo os sintomas da picada de mosquito apenas uma pequena elevação avermelhada na pele com intenso prurido (coceira). Os sintomas da picada costumam surgir dentro de 20 minutos e podem ficar causando coceira por até 2 dias. Quanto mais sensível a pessoa é à saliva do mosquito, mais extensa e mais intensa costuma ser a reação à picada. Ao longa da vida vamos ganhando resistência às picadas, fazendo com as reações tornem-se menos intensas. É nas crianças que as picadas de mosquito costumam causar mais sintomas.

Raramente uma picada de mosquito pode levar a quadros alérgicos mais graves como anafilaxia .

Aprenda a reconhecer os sintomas do choque anafilático e conheça suas causas.
A anafilaxia, ou reação anafilática, é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal.
Toda alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a alguma substância estranha ao nosso organismo. Os sintomas comuns das alergias não são causados primariamente por comidas, picadas de insetos, pólen, drogas ou qualquer outra substância alérgica; os sintomas são causados pela ação das células de defesa chamadas de mastócitos e basófilos, pelo anticorpo do tipo IgE e pela grande liberação de uma substância chamada histamina.

Portanto, a reação alérgica é nada mais do que um tipo de reação inflamatória  O choque anafilático é a reação alérgica no seu extremo.

Causas de anafilaxia

  • Comidas: Derivados de leite, ovos, peixes e frutos do mar, soja, amêndoas e amendoim são os mais comuns
  • Picadas de insetos
  • Antibióticos: Derivados da penicilina são os mais comuns
  • Anti-inflamatórios: Quem tem alergia a um tipo costuma ter a todos, inclusive aspirina e dipirona (metamizol) que não são propriamente do mesmo grupo
  • Anti-hipertensivos: Inibidores da ECA (ex: captopril e enalapril)
  • Látex
  • Iodo: Incluindo contrastes para exames radiológicos e anti-sépticos para pele.
Ainda existe a anafilaxia idiopática, que ocorre sem causa definida.
Obviamente que para se ter anafilaxia devido a alguma dessas substâncias, a pessoa precisa ser alérgica a elas.

Sintomas da anafilaxia
A anafilaxia costuma ocorrer em pacientes com histórico prévio de alergias à alguma substância, mas pode também acometer pessoas que nunca tiveram episódios alérgicos.

O quadro é imprevisível. Os sintomas costumam iniciar poucos minutos após o contato com a substância alérgena, mas podem demorar até 1 hora.

Os 2 sintomas mais comuns e que ocorrem em até 90% dos casos são:

Urticária: É uma erupção cutânea, muito pruriginosa, caracterizada por placas avermelhadas distribuídas pelo corpo.

Angioedema: Inchaço da pele ou mucosa. Os mais comuns são os edemas em volta dos olhos, nos lábios, na língua. O mais perigoso é o edema da laringe, também conhecido como edema de glote.

Urticária - Anafilaxia
Urticária

Angioedema e urticaria - Anafilaxia
Angioedema dos lábios + urticária

Anafilaxia
Angioedema dos lábios e olhos + urticária

Outros sintomas que também podem ocorrer:
– Asma
– Conjuntivite
– Congestão nasal e rinite
– Comichão generalizado
– Náuseas e vômitos
– Tonturas
– Hipotensão e/ou síncope

É importante salientar que nem toda urticária ou angioedema significa necessariamente um episódio de anafilaxia. Um quadro de urticária, mesmo que generalizada, sem angioedema ou alguns dos sintomas descritos acima, não se caracteriza como anafilaxia. Do mesmo modo, um angioedema isolado, também não. Quadros de alergia são comuns, mas anafilaxia ou choque anafilático propriamente ditos, são eventos raros.

Nos casos mais graves onde o paciente desenvolve dificuldade respiratória e choque circulatório, pode-se evoluir rapidamente para o óbito se não for tratado a tempo. Esses casos mais sérios de choque anafilático normalmente ocorrem após infusão de medicamentos por via venosa ou picadas de insetos.

Muitas vezes a reação anafilática é bifásica, ou seja, apresenta uma recaída dentro de 48-72h do primeiro episódio.

Não se consegue prever quando uma pessoa vai desenvolver um choque anafilático, porém alguns pessoas apresentam mais riscos que outros, principalmente pacientes com antecedentes de asma ou com episódio anterior de alergia à alguma substância.

Doentes com histórico de insuficiência cardíaca ou DPOC (bronquite crônica / enfisema pulmonar), correm maiores riscos de morte quando apresentam um quadro de anafilaxia.

Tratamento do choque anafilático

O paciente com sintomas de anafilaxia deve ser imediatamente levado para um hospital. Quadros novos de angioedema ou urticárias também devem ser avaliados por um médico, pois não há como prever se eles evoluirão para choque anafilático ou não. A evolução costuma ser rápida e por isso não se deve perder tempo.

O tratamento é feito com adrenalina, corticóides, broncodilatadores e anti-histamínicos.

Alguns pacientes com história conhecida de reação anafilática carregam consigo uma seringa automática de adrenalina para auto-administração em casos de urgência.

Todo mundo que já tenha apresentado algum reação anafilática deve ser consultado por um alergologista. É importante também andar com alguma identificação da doença, como uma pulseira, para o caso do paciente estar inconsciente e não poder fornecer história no momento do atendimento médico.

Além das reações alérgicas e da possível transmissão de doenças por algumas espécies de mosquito, uma outra complicação passível da picada é a infecção secundária causada pelo ato de cocar as lesões. Se o indivíduo coçar a pele com muita força, pode causar lesões, abrindo portas de entrada para as bactérias da pele em direção ao interior do organismo. Diabéticos, por exemplo, são um grupo de risco para desenvolverem infecções de pele secundárias a picadas de mosquitos, como impetigo, celulite ou erisipela.
Estrófulo
Estrófulo

Prurigo estrófulo (Alergia à picada de mosquito)

O prurigo estrófulo, também chamado de prurigo agudo simplex ou prurigo agudo infantil, é um processo alérgico da pele que surge geralmente após picadas de mosquitos em pessoas alérgicas. Comum em crianças, o estrófulo pode eventualmente surgir também em adultos. O quadro clínico é de várias lesões semelhantes às picadas comuns de mosquito, muito pruriginosas (coçam muito) e com o desenvolvimento de uma minúscula bolha em seu centro. Uma única picada é capaz de desencadear várias lesões, como se a criança tivesse recebido várias picadas. As lesões podem durar por até 1 mês.

Como evitar picadas de mosquito?
É essencial reduzir a população e mosquitos ao seu redor. Jogue fora qualquer tipo de água parada que possa servir como reservatório para os ovos de mosquitos. Evite deixar as janelas abertas no início da manhã e no final da tarde. Se o calor for grande, use telas para evitar a entrada de mosquitos. Se a temperatura do ambiente permitir, evite andar com pouca roupa no final da tarde.

Os repelentes servem para diminuir a atração do mosquito pela sua pele. Dê preferência aos que possuem DEET em sua fórmula. O DEET já é usado há mais de 40 anos como repelente e ainda é o mais efetivo de todos. A fórmulas com DEET 10% podem ser usadas em crianças acima de 2 anos. Os repelentes podem ser aplicados na pele e na roupas. O DEET 10% confere proteção por cerca de 2h enquanto o DEET 30% o faz por até 5h. Este repelente não deve ser administrado mais do que 3x por dia e deve-se evitar uso diário e prolongado do mesmo.

Uma opção para quem prefere produtos naturais é o óleo de eucalipto limão, que apresenta eficácia semelhante ao DEET 10%.

Durante a década de 1960 um trabalho mostrou que o consumo de vitamina B1 poderia produzir odores na pele que manteriam as fêmeas do mosquito afastadas. Até hoje, entretanto, não foi publicado mais nenhum outro trabalho científico que confirmasse tal resultado, o que significa que não há evidências claras de que a vitamina B1 seja efetiva contra as picadas de mosquitos

Procutos eletrônicos e por ultrassom vendidos como repelentes não apresentam comprovação científica da sua eficácia. Apenas os aparelhos de tomada que liberam inseticida (líquido ou pastilha) são eficazes em ambientes fechados, mas devem ser evitados em quartos com bebês, devido ao risco de intoxicação.

Aparelhos elétricos que emitem luz ultravioleta e eletrocutam os insetos atraídos (exemplo na foto ao lado) também não funcionam, pois atraem muito mais insetos inofensivos do que propriamente os mosquitos, podendo causar desequilíbrios no ecossistema se usados em massa.

Como tratar as picadas de mosquito
A picada de mosquito na imensa maioria dos casos não acarreta em maiores complicações, porém, pode ser muito incômoda, principalmente se forem múltiplas. O mais importante é evitar ficar coçando frequentemente, pois as unhas podem causar feridas na pele, facilitando a infecção secundária por bactérias.

Se a coceira estiver muito forte, tente colocar uma compressa de gelo no local. Se não for suficiente, é possível usar algumas substâncias tópicas que aliviam a coceira. Uma simples é a mistura de bicarbonato de sódio com água, de forma a criar uma pasta. Algumas alternativas incluem a solução de calamina ou o creme Caladril®. Pomadas com corticoides também podem ser usadas. Se as picadas forem múltiplas ou houver estrófulo, o uso de anti-histamínicos orais é uma solução.

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